quarta-feira, 2 de junho de 2010

OPINIÃO: ”Biblioburro” – Os livros também andam

Nesta azáfama em que vivemos na grande cidade, em que por vezes, esquecemos os pequenos pormenores, que nos fazem regressar á realidade do dia a dia, nesta imensa selva de betão, dou por mim a olhar para o infinito à procura de uma resposta para os dias que correm, com a incerteza num futuro melhor, que talvez não chegue.
Neste Presente, que queremos que passe mais depressa, para que possamos sorrir no futuro, e que parece longínquo, e quase inacessível.
É nestes pormenores diários onde nem todos chegam, que quero-vos falar de uma pequena notícia que tive conhecimento um destes dias, e que reza assim:
Na remota região de La Gloria, na Colômbia fatigada pela guerra, existe um homem chamado Luis Soriano (professor primário), e dois burros (Alfa e Beto), ele criou um serviço denominado de “BIBLIOBURRO” , com o objectivo simples de levar livros a pessoas que os não têm, e por conseguinte poder, de alguma forma, melhorar esta região empobrecida, e assim desta maneira tão humilde passa uma mensagem de esperança, porque acredita na magia dos livros em mudar a vida dos homens.
Quem não acredita nessa magia que é viajar nas páginas de um livro e levar outros connosco para locais nunca visitados e conhecer pessoas que nunca vimos, e com elas podermos transformar o mundo, num mundo melhor?
O Luis Soriano, com a sua biblioburro itinerante presta um serviço público, que devia colocar a pensar os nossos Ministérios da Cultura e da Educação e algumas autarquias. Todos sabemos que outrora havia um serviço da Fundação Calouste Gulbenkian , denominado de biblioteca itinerante, e que percorria todas as aldeias de Portugal, porque não voltar a esta ideia agora com o complemento da net, em especial para os mais idosos.
Na Colômbia, os burros ainda servem para carregar livros, mas por cá para que servem? Se já nem livros carregam !!! Talvez se olharmos bem, eles ainda carregam livros, mas de cheques e estão ao serviço das administrações das empresas que pagam de uma forma obscena aos seus administradores milhões de euros em bónus anuais, e nestes dias de crise são os mesmos que nos pedem sacrificios, para equilibrar as contas públicas.
Fecho os olhos para não ver o trilho que o nosso burro leva, neste passo acelerado de caminho para o abismo.
José Leandro Lopes Semedo

segunda-feira, 24 de maio de 2010

OPINIÃO: “Vamos à Vila”


Esta semana, na reunião do executivo da Câmara de Nisa, foi aprovado ceder parte da antiga escola primária de Montalvão, à Associação “Vamos à Vila” (Montalvão), por 4 anos, com renovações por período de 1 ano.
A ideia de voltar a dar vida a um edifício mandado construir durante o “Estado Novo”, incluído no famoso plano escolar intitulado “centenário” e que teve uma importância enorme na formação de muitos montalvaneses, (desde os anos 40 do século XX), merece o meu aplauso, já vai sendo tempo de valorizar e dar a conhecer todo o património desta terra, dando uso aos seus edifícios de uma forma correcta, de maneira a preservar toda uma memória colectiva, para que perdure no nosso imaginário o local onde várias gerações aprenderam a ler e a escrever, e que, de futuro irá albergar esta jovem associação de cariz cultural, que tem no seu ADN todos estes valores culturais associados.
Esta cedência de património, vem levantar algumas questões quanto ao uso ou reconversão de alguns imóveis públicos, que estão ao abandono e sem qualquer tipo de intervenção, por parte das várias entidades competentes. Não será melhor ceder estes espaços às associações do nosso concelho, para elas desenvolveram as suas acções em vez de estarem fechados sem qualquer uso?
Penso, ser esta a altura de se estabelecer um plano (parceria) a longo prazo, entre as juntas de freguesia, as associações e a Câmara, para dinamizar estes espaços públicos, que estão fechados (antigas escolas, casas do povo, igrejas) com animações culturais, nomeadamente exposições, conferências, debates, teatro, cinema, etc.
Estas associações culturais, podem trazer uma renovação a estas pequenas e isoladas localidades, como é o caso de Montalvão, com um atractivo e vasto programa ao longo do ano, podem de algum modo somar mais qualidade e bem - estar socioeconómico para estas gentes, nomeadamente com a criação de eventos na área das tradições, saberes e sabores, atraindo novos visitantes.
Neste últimos tempos muito se tem falado das industrias culturais, e qual o seu valor na nossa economia, nestes dias economicamente incertos. E todas as formas de dinamizar estas regiões deprimidas têm de ser tidas em conta.
Nestes poucos meses de vida esta associação cultural tem tido uma actividade extremamente regular, com destaque para o interessantíssimo workshop dedicado às “Recolhas de literatura oral e tradicional”, em parceria com o Centro I&D da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Gostaria de deixar uma sugestão para esta jovem associação e seus dirigentes, no ano de 2012, Montalvão celebra 500 anos do foral da vila (22 de Novembro de 1512), que tal começar a planear constituir uma comissão para promover várias iniciativas, para celebrar tal data, em conjunto com outras entidades locais?
JOSE LEANDRO LOPES SEMEDO

domingo, 9 de maio de 2010

OPINIÃO: A MEMÓRIA DE UMA ÁRVORE NUM JARDIM DE NISA


Num destes dias de Maio, com a Primavera como companheira, Nisa acordou mais pobre! Mandou, a Câmara Municipal proceder ao abate de um conjunto de árvores de avançada idade, do pequeno jardim do Largo Heliodoro Salgado. Discretas e elegantes, mesmo com muitos anos de vida, ali estavam com a sua copa verdejante e o seu tronco rugoso, como a lembrar as profundas e marcantes rugas de uma face já envelhecida pelo tempo, e transportando no seu seio as lembranças de uma vila cheia de gente bonita e inteligente, que se sentavam nos bancos do jardim, nas tardes quentes, para saborear nas suas sombras a brisa que corria dos lados da serra, e as aves que vinham de longe, para no aconchego dos seus ramos, construir os seus ninhos e ter as suas crias.
O tempo marca a árvore e ela por sua vez marca o tempo de uma forma que só ela o faz, no Outono o cair da folha, no Inverno o descanso, na Primavera o início da vida e no Verão a força, mas o que a árvore é mesmo é a forma mais deliciosa de pensar o tempo.
Mas, como o tempo não está para se pensar muito, mandou este executivo camarário, abater a raiz da nossa memória de uma forma cruel e sem solicitar autorização aos mais interessados: os seus munícipes.
Existe perdido nas folhas de um livro de Sophia de Mello Breyner, um conto intitulado “A Árvore”, que foi construído a partir da narrativa homónima tradicional, do escritor japonês Isao Tesuka, que apresenta-nos um povo que vive em equilíbrio com uma árvore cuja imponência surpreende até os mais viajados; um povo que sofre por ter de cortar essa árvore, «bela, antiga e venerável», que crescera tanto que os raios de sol já não podiam entrar na ilha; um povo, afinal, que sabe transformar a morte da sua árvore em vida, e uma árvore que nesse contexto de acolhimento sem reservas sabe perpetuar a sua memória.
A certa altura do texto a escritora refere que: «Os japoneses têm um grande amor e um grande respeito pela Natureza e tratam todas as árvores, flores, arbustos e musgos com o maior cuidado e com um constante carinho.»
E foi nesta parte do conto, que consegui perceber, a atitude carinhosa que muita gente transmite nesta questão do património ambiental, mas que mesmo não sendo japonês, basta ter no nome um apelido do país do sol nascente, para se tornar num defensor da natureza em toda a sua grandeza, até mesmo para exterminar umas quantas árvores "obsoletas", num jardim do nosso Largo.
José Leandro Lopes Semedo

terça-feira, 20 de abril de 2010


Foi na madrugada daquele longo dia de Abril, que o povo saiu á rua para gritar bem alto:
- Viva a Liberdade !!
E nestes 36 anos que vivemos com ela (Liberdade), o que nos aconteceu? Por onde andamos? E para onde queremos ir? Uma coisa é certa vamos continuar juntos…. Mas muito coisa tem que mudar na nossa sociedade, para que o povo continue a sonhar. A sonhar que ainda é possível viver neste país cada vez mais desigual e pobre. A onde em cada esquina há mais desempregados de mão estendida, suplicando um emprego com salário digno, melhor saúde, melhor Justiça, melhor educação, enfim melhores condições de vida.
E é neste cenário em que no pano de fundo está a crise financeira, que nos sufoca em cada dia que passa, e nos arrasta para um beco sem saída. Um país em que Abril ainda não chegou, que nos parece que nunca irá chegar, com a corrupção generalizada e as máfias instaladas nos gabinetes do poder. Que país é este?
A onde estão os ideais e a ética que tanto se fala na classe política?
Não foi este país que nos prometeram, e não é este país que queremos deixar para os nossos filhos, certamente! Devolvam os nossos sonhos, é isto que peço em cada dia que passa, que nos entreguem novamente esta capacidade que todos deviam de ter, e que um dia foi levada para um sitio inacessível, de onde vem uma voz que constantemente apela para o nosso espírito de resistência, para que sejamos fortes e que paguemos os sonhos dos outros com os nossos próprios sonhos. Basta! Eu só peço um país melhor…
Um país em que seja possível viver com os 500 euros do trabalho precário, ou com os 200 da reforma. Não podemos continuar a assobiar para o ar, o futuro está mesmo aí, e a “geração call-center “ não os vai perdoar, pelas condições de vida que lhe estão a dar, e pelo 25 de Abril que eles iram descobrir, um dia talvez tarde demais…sufocados pelos juros do cartão de crédito e pela falta da mão amiga dos familiares mais chegados.
Por favor devolvam-nos simplesmente os sonhos, com liberdade, neste dia de Abril.
José Leandro Lopes Semedo

domingo, 4 de abril de 2010

Nisartes ou Feira de Artesanato e Gastronomia?


Esta semana em declarações à agência Lusa, a Presidente da Câmara de Nisa, anunciou que por falta de verba não se irá realizar o certame anual, que dá pelo nome de Nisartes - Feira Internacional de Artes Tradicionais, e como o orçamento para 2010 e as grandes opções do plano estavam empolados e obrigaram-na, assim, a fazer um corte superior a um milhão de euros. Pois bem como todos ficamos a saber, só no ano 2009 a feira teve um custo de perto de 600 mil euros, não acham que é uma verba muito alta para este género de eventos, que uma boa parte vai para os artistas “famosos” que recebem cachet milionários?. E pergunto eu, que género de feira será a mais indicada para um concelho que tem uma riqueza imensa, que reside no seu vasto património material e imaterial? Sejamos francos, todos sabemos que a Nisartes estava longe de cumprir o seu papel essencial, de ser um veículo de divulgação do nosso artesanato, tradições, costumes e gastronomia, enfim de passar uma imagem de um concelho com uma componente turística forte.
E como tal deve-se repensar na forma mais eficaz de juntar as artes do espectáculo com a divulgação da nossa cultura e com custos mais razoáveis.
Existem estudos recentes na área do turismo cultural que destacam um
Interesse crescente, dos visitantes de um determinado local, sobre a gastronomia, e o concelho de Nisa é um local muito interessante deste ponto de vista, onde podemos aliar a componente dos sabores com a dos saberes destas gentes hospitaleiras, e a cozinha é um símbolo cultural, é memória, enfim é principalmente património cultural e como tal não o podemos abandonar e se soubermos aliar todos estes factores a outros de carácter mais lúdico de certo que podemos atingir o objectivo final: divulgar a nossa terra.
A fórmula que proponho é a seguinte: ao longo do ano realizar semanas temáticas com base num prato típico, em colaboração com a restauração local. O objectivo destas semanas gastronómicas é de atrair mais visitantes e de uma forma dispersa ao longo do ano, como maneira de dinamizar a economia local, e dar a conhecer estes imensos sabores alentejanos, feitos por estas gentes e com matérias-primas oriundas destas terras bordadas com a sua beleza impar. E no mês de Agosto a Feira do Artesanato e Gastronomia com um cariz mais tradicional, dando destaque ao artesanato e a nível musical ao folclore e às danças e cantares. E estou certo que com menos orçamento e mais apoios o resultado será outro. E acredito nestas acções como fazendo parte de um investimento a longo prazo que trará retorno, certamente.



José Leandro Lopes Semedo

quinta-feira, 25 de março de 2010


A INIJOVEM organizou no passado sábado, dia 20, a “XI Rota do Contrabando”, um percurso pedestre transfronteiriço em travessia, entre as localidades de Montalvão (Portugal) e Cedillo (Espanha), com passagem pelo rio Sever.
Dois países. Duas regiões. Dois rios que tanto separam quanto unem. A memória colectiva de tempos passados, tempos de fome e miséria, de sustos e tiros. Onde há raia há contrabando. E há histórias de contrabandistas. Histórias contadas pelas pessoas que, no escuro da noite, seguiam por caminhos traçados e imaginados em direcção à raia.
Foram mais de três centenas de caminheiros que se juntaram, bem cedo, em Montalvão junto ao castelo para ouvirem as explicações dos membros da organização sobre as dificuldades e os procedimentos a cumprir durante o passeio, dando-se início à caminhada pelas 9 horas.
Os caminheiros percorreram depois o trajecto em terras portuguesas até ao rio Sever e através de barcos atravessaram o rio.
Seguiu-se o percurso mais difícil, a subir, pelos íngremes caminhos da margem direita do Sever, entre uma paisagem luxuriante e admirável tendo o rio como pano de fundo.
O verde, o branco e o amarelo da vegetação em tempo primaveril, onde sobressaem as estevas e as giestas ajudavam a enfrentar as dificuldades desta parte do percurso e foi em verdadeiro clima de festa e convívio que os caminheiros chegaram a Cedillo onde tinham a aguardá-los o ribombar dos bombos do Grupo de Nisa, as concertinas e a música dos Domingos & Dias Santos que, mesmo sendo sábado não quiseram faltar a esta festa da cooperação transfronteiriça.
Após 15 quilómetros percorridos, as mais de três centenas de caminheiros e viajeiros, vindos um pouco de todo o país e de vários lugares de Espanha, chegavam ao destino e esperava-os o retemperador almoço.
De tarde, o convívio continuou. Houve festa, baile popular, as habituais fotos da ordem e um olhar, muitos olhares para trás, revivendo os momentos mais emocionantes da Rota do Contrabando.
Uma “Rota do Contrabando” que teve direito, justamente, a reportagem televisiva, a explicações de ex-contrabandista e até a uma encenação histórica levada a efeito pelos alunos do Curso de Animação Sócio-Cultural da Etaproni e que em separado damos conta.
Em suma, mais um êxito de uma iniciativa que tem pés e caminheiros para andar.
Mário Mendes in "O Distrito de Portalegre"

quarta-feira, 24 de março de 2010


Segundo afirmou Teixeira dos Santos na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o Governo não vê qualquer razão de fundo para que haja um canal público de televisão, mas a RTP não consta na lista de privatizações porque é necessário que “primeiro se reequilibre financeiramente a empresa, antes de se por essa hipótese de privatização”.

A posição do ministro das Finanças foi avançada após uma pergunta do deputado socialista João Galamba sobre a razão pela qual a REN integra a lista de privatizações e a RTP não.



“Temos aqui um desequilíbrio financeiro significativo que recomenda um trabalho prolongado de saneamento e de reequilíbrio financeiro da empresa antes de, eventualmente, se pôr qualquer cenário dessa natureza”, respondeu Teixeira dos Santos.

No Programa de Estabilidade e Crescimento consta uma lista de 17 empresas públicas a privatizar, operações com as quais o Governo estima encaixar 6 mil milhões de euros até 2013.



A privatização da RTP foi defendida em Fevereiro pelo candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho.

Segundo disse então, a privatização de empresas de comunicação social públicas como a RTP e a Lusa irá avançar caso se torne primeiro-ministro nas próximas legislativas.

“Se for primeiro-ministro, apresentarei uma proposta de retirada do Estado das empresas de comunicação social”, afirmou o candidato à liderança do PSD numa entrevista à Reuters.



“O serviço público pode ser perfeitamente contratualizado entre os operadores privados e não custará seguramente uma média de 400 milhões de euros por ano entre indemnizações compensatórias e taxas de televisão”, acrescentou.

quarta-feira, 17 de março de 2010

OPINIÃO: O ARTESANATO DE NISA E A “VALQUÍRIA”


Foi apresentado no dia 6 de Março, um documentário, na RTP2, sobre a obra de arte denominada “Valquíria – O Enxoval”, que tem como tema principal a peça artística com 16 metros de comprimento construída pela artista plástica Joana Vasconcelos, com rendas, bordados e outros trabalhos de artesãs de Nisa.
O filme mostra a realidade nua e crua de como se destrói a memória de um povo, representado materialmente nas suas peças de artesanato, feitas com tanto carinho, pelas mãos sempre sábias, das artesãs nisenses. Penso que não era esta a ideia que a produção da película, desejava fazer passar, mas como uma imagem vale por mil palavras, e elas aí estão.
Joana Vasconcelos, até pode ser uma grande artista, e terá o seu valor como tal, mas daí a fazer uma obra de arte sobreposta noutra, isso não é nada, nem tão pouco arte, podemos pois chamar-lhe no mínimo destruição e atentado á cultura deste povo. Imaginem por breves minutos, que em vez de Joana Vasconcelos, pegar nas várias peças de artesanato nisense, pegava em vários quadros de pintores famosos e fazia uma enorme bola de trapos, que pensaríamos todos? E os críticos de arte que opinariam? E quem se daria ao trabalho de encomendar e financiar esta loucura? Pois bem, foi isto mesmo que foi feito em Nisa, de uma forma descarada e financiada com dinheiros públicos e encomendada pela própria autarquia.
A “Valquíria”, no meu entender representa: não o enxoval, mas a morte do artesanato de Nisa, uma morte com direito a documentário, como se tratasse de uma lápide, em que escrevemos as últimas e derradeiras palavras ao defunto.
Quanto ao custo da obra nem me vou pronunciar, mas posso-vos dizer que com oitenta mil euros, fazia-se uma campanha de divulgação do nosso artesanato, bem mais eficaz e junto de operadores turísticos com grande capacidade de decisão, para de uma forma mais directa promover esta terra, como “um produto único”, que é Nisa e as suas gentes – terra bordada de encantos.
Os recursos são sempre escassos, mas o artesanato de Nisa, terá que ser encarado como uma solução complementar, para o desenvolvimento sustentável desta terra, e como tal deverá ser abordado de forma clara, por quem de direito, quanto ao seu futuro. Sei que houve, em tempos, uma colaboração com a CENTA – Centro de Estudos de Novas Tendências Artísticas e a Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, talvez seja esta uma das vias, para pensar o futuro do nosso artesanato, e com elas apresentar projectos inovadores e empreendedores nesta área, e todos ficariam certamente a ganhar.
José Leandro Lopes Semedo

Reality show francês tortura participante


O Jogo da Morte", ou, no original francês, "Le Jeux de la Mort." O nome sugestivo não impressionou os 80 participantes de um alegado reality show francês que parecia ser igual aos outros. Igual... até à parte em que os participantes torturavam um homem com choques eléctricos cada vez que ele errava a resposta a uma pergunta.

Ainda que não o soubessem, os participantes estavam a ser testados para se perceber até que ponto seriam capazes de cumprir ordens - no caso concreto, torturando um homem sempre que ele errava uma questão - só por estarem na televisão. E, também, por serem incentivados a tal pelo público presente.

A resposta foi inesperada. "Ficámos surpreendidos ao verificar que 81% dos participantes obedeceu" às ordens do apresentador, que incentivava a tortura, afirmou o produtor do documentário, Christophe Nick. "Eles não estão preparados para desobedecer", acrescentou. Apenas 16 pessoas recusaram ser "carrascos" e abandonaram o estúdio.

O reality show era falso e estava apenas a servir de base para um documentário da televisão francesa, mas os participantes não o sabiam. O homem que estava a ser torturado - e que, a certa altura, fingiu morrer - era um actor.

Paralelismo com Alemanha nazi

A experiência, para além de demonstrar o ambiente constrangedor da televisão, estabeleceu um paralelismo com a Alemanha nazi. Uma das participantes confessou, inclusive, que os seus avós eram judeus e que sempre se questionou como era possível os nazis terem seguido ordens tão sádicas. Mas ela própria também obedeceu...

A inspiração para o documentário proveio de um estudo da Universidade de Yale, decorrido nos anos 60, e conduzido pelo psicólogo Stanley Milgram. À altura, através de métodos similares, constatou-se que cidadãos obedientes podiam participar em extermínios em massa apenas "obedecendo" a ordens. O estudo original surgiu na altura do julgamento de vários nazis, cuja participação nas mortes de milhares de pessoas se pretendia determinar.

domingo, 14 de março de 2010

NOVO SINAL DE TRANSITO !!!!


A cidade romena de Pecica começou a sinalizar as estradas com novo sinal de trânsito, depois do aumento do número de acidentes causados por ébrios a pé!


No total, são 10 os sinais que, apesar de estranhos num primeiro relance, não deixarão dúvidas aos condutores romenos da cidade de Pecica.


Um boneco de gatas no encalço de uma garrafa, que pela fraca condição física retratada se supõe de álcool, avisa os condutores que passem pela animada zona de restaurantes e bares da cidade para os perigos a que se expõem. E para que não subsistam hesitações na interpretação da mensagem, as autoridades acrescentam a legenda: “Atenção – Bêbados”.


Pecica, a cerca de 20 quilómetros da fronteira com a Hungria, e a 482 da capital romena, Bucareste, conjuga duas perigosas características: intenso tráfego rodoviário e uma animada diversão nocturna. Os habitantes de Pecica consideram a nova sinalética divertida.


in: JN

quinta-feira, 11 de março de 2010

Entrevista do Presidente da Jerónimo Martins


A entrevista de ontem na Sic Noticias, do Presidente da Jerónimo Martins, com grande sentido politico, gostei de ouvir e ver este senhor a falar da nossa economia.
Em entrevista ao Negócios da Semana, Soares dos Santos garantiu ainda que o estado da Justiça é grave.
O Presidente do Grupo Jerónimo Martins acusa a Comissão de Ética de estar a mentir aos portugueses.

http://sic.sapo.pt/programasinformacao/scripts/VideoPlayer.aspx?ch=negocios%20da%20semana&videoId={40A072A5-02D1-4B54-A9CD-7A6804C1F8A7}

quarta-feira, 10 de março de 2010

OPINIÃO: O LOUCO DÉFICE



Tem andado na boca do mundo, todos os dias nas páginas de economia dos jornais, nos blocos de noticias da TV ou da rádio, a sua presença é constante, e cada vez mais preocupante nestes dias que se aproximam, mas é sem margem para duvidas no bolso e na carteira de todos nós que ele mais se faz sentir e tem como nome DÉFICE.
O Défice Público (ou Défice Orçamental), como lhe queiram chamar, corresponde ao saldo negativo das Contas Públicas, ou seja, à diferença entre as despesas do Estado e as suas receitas durante um determinado período de tempo (geralmente considera-se o período um ano), e as previsões para Portugal em 2010, apontam para um valor do défice das contas públicas de 8,3%, mas o mais grave é que a acompanhar estes números vêm outros e esses sim muito preocupantes para todos os portugueses, que é o DESEMPREGO, com uma taxa já a ultrapassar os 10%.
Que futuro teremos nós, como colectivo, com estes números sempre em crescente, tanto da dívida como do desemprego? O que reservamos para a geração seguinte? Um mostro sem cabeça que se auto-alimenta de receitas imaginárias?
Nestes últimos dias circulou a notícia em forma de opinião de dois deputados alemães, o liberal Frank Schäffler e o democrata-cristão Josef Schlarmann, presidente da associação conservadora para pequenas e médias empresas, e recomendavam à Grécia –na sua difícil situação económica, a venda de algumas das suas ilhas desabitadas, como forma de obter receitas extraordinárias, para abater no seu descontrolado défice público.
E dei por mim a pensar, ao estado que isto já chegou…Vender as ilhas… mas como é que ainda ninguém teria chegado a esta brilhante (e idiota) ideia, destes dois alemães.
Sendo assim, já vou poder pedir mais um empréstimo para comprar o novo LCD Leds, que acabou de chegar às lojas de electrodomésticos, assim como uma série de pequenas coisas que não me fazem falta, mas que é sempre bom ter em casa, porque o nosso vizinho também irá ter, certamente.
Isto tudo graças a Deus, às nossas “queridas” ilhas, que vão ser a nossa salvação e assim conseguir em 2013 atingir o défice de 3% e finalmente equilibrar as nossas “continhas”.
Mas como não há noticias boas que durem sempre, neste caso e para não fugir à regra, o governo grego optou pelo mais fácil: o congelamento de pensões, redução de salários de funcionários públicos, e aumento dos impostos.
Só nos resta mesmo a esperança nas ilhas portuguesas, principalmente nas Berlengas onde germina, quiçá, um futuro risonho. E um possível paraíso fiscal.
José Leandro Lopes Semedo

terça-feira, 9 de março de 2010

Vender os anéis ou os dedos?

Ao apresentar o resumo do PEC, antes do encontro com os partidos representados na AR, Teixeira dos Santos disse que o Governo espera arrecadar seis milhões de euros em receitas de privatizações. Esse dinheiro, referiu, vai evitar que a dívida pública suba...

Ao apresentar o resumo do PEC, antes do encontro com os partidos representados na AR, Teixeira dos Santos disse que o Governo espera arrecadar seis milhões de euros em receitas de privatizações. Esse dinheiro, referiu, vai evitar que a dívida pública suba além de 90,1% do Produto Interno Bruto em 2011 (em 2012 deve cair para 89,3%).

O ministro, sem querer, retratou o pecado capital das finanças públicas portuguesas: o Estado só consegue reduzir a sua dívida vendendo activos públicos. Se se olhar para a história financeira da III República, raros foram os anos em que a dívida se reduziu por recurso a saldos primários positivos (receitas fiscais superiores às despesas, excluindo destas a despesa com juros da dívida). Pior: quando existiu um saldo primário positivo, esse esforço não teve continuidade.

O que é que isto significa? Aquilo que qualquer dona de casa entende: estamos a vender bens para pagar as dívidas com que financiámos despesa corrente (a que se repete todos os meses). Como também qualquer dona de casa sabe, este esforço tem um limite: um dia os activos acabam e… sobra a bancarrota.

É este comportamento irresponsável que ilustra o problema estrutural das finanças públicas portuguesas. Coisa que este PEC não parece resolver (à hora de fecho desta crónica não conhecemos ainda a versão final do documento).

Em linguagem popular costuma dizer-se que às vezes mais vale vender os anéis para salvar os dedos. O problema é que o Estado português já passou, há muito, essa fase: já não está a vender os anéis, está a vender os dedos.

in "jornal de negócios" 09/03/2010 Camilo Lourenço

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher


Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.

Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.

Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.

Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversario ou um novo casamento.

Pablo Neruda

domingo, 7 de março de 2010

Nova sede do Bloco de Esquerda

Hoje estive na inauguraçao da nova sede do Bloco de Esquerda, em Lisboa. Grande Obra de recuperação de património, sem margem para dúvidas. Aqui fica algumas fotos:


sexta-feira, 5 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Luar Na Lubre - Canto De Andar (Camiños da fin da terra)

Cidade Romana de Ammaia recebe prémio





O trabalho de recuperação e valorização da Cidade Romana de Ammaia, junto à vila de Marvão, recebeu hoje (dia 2 de Março de 2010) o Prémio Vilalva 2009 para a recuperação do património, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian, e que tem o valor de 50 mil euros.
As ruínas de Ammaia são “um sítio arqueológico ímpar no panorama nacional”, sublinha o júri, que destaca também “a grande relevância histórica, patrimonial e técnico-científica do projecto de recuperação e valorização” desta cidade fundada em finais do século I a.C.. Foram estas as razões que levaram à escolha deste projecto de entre as nove candidaturas apresentadas.
O prémio será entregue no próximo dia 9 numa cerimónia no Auditório do Parque Natural da Serra de São Mamede, em Marvão.



Estreia hoje 'Alice no País das Maravilhas', de Tim Burton, em que o realizador faz uma Alice agora adolescente regressar à terra absurda que visitou quando criança, da qual se esqueceu e que reencontra desolada e sob a tirania da Rainha de Copas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

terça-feira, 2 de março de 2010

Exposição “(DES)FIANDO AS MEMÓRIAS”, em NISA




O Museu do Bordado e do Barro apresenta – a partir do próximo dia 2 de Março e até ao final do mês de Maio – a exposição “(DES)FIANDO AS MEMÓRIAS – A Produção de Linho no Concelho”.
No espaço dedicado a exposições temporárias do Núcleo Central do Museu do Bordado e do Barro será possível, ao longo dos próximos três meses, de terça-feira a domingo, relembrar ou conhecer inúmeros detalhes – das técnicas às histórias, dos utensílios às tradições, da semente aos produtos finais – da produção do linho que, no Concelho de Nisa, teve um papel significativo (embora pouco documentado) na vivência e economia locais até meados do século XX.
Constituindo-se no ponto de partida de um processo de investigação que, sequencialmente, será mais aprofundado e abrangente, esta mostra pretende recuperar as memórias de uma arte extinta no Concelho de Nisa, descortinando os sótãos da memória tanto como os das casas de quem já desenvolveu esta arte.
O objectivo primordial é o registo e difusão de um património imaterial em vias de esquecimento e, na mesma medida, a preservação do património físico, para avivar a memória de quem protagonizou ou vivenciou esta tradição e mostrar, a quem não conhece, toda a envolvência desta actividade.
Utensílios, ferramentas, matéria-prima, formas de aplicação, assim como, descrições técnicas, imagens e vocabulário associados, poderão ser encontrados numa viagem enquadrada entre o fiar do Linho e o desfiar das Memórias.

Amflora, batata geneticamente modificada


O ano começa mal em solos europeus. Na contramão de avisos da Organização Mundial de Saúde e da Agência Europeia de Medicina, a Comissão Europeia acaba de aprovar (hoje dia 2 de Março de 2010) o cultivo de uma nova semente transgênica com alto potencial nocivo. Vem aí a Amflora, espécie geneticamente modificada de batata.
A batata Amflora é um tubérculo concebido pela BASF destinado ao uso industrial, como a produção de papel, e à alimentação animal. Esta autorização põe fim a um processo que começou em Janeiro de 2003 na Suécia.

segunda-feira, 1 de março de 2010

ROTA DO CONTRABANDO EM MONTALVÃO




Estão abertas as inscrições para a "XI Rota do Contrabando/Ruta del Contrabando". Relembramos a todos que para Portugal apenas existem 200 inscrições disponíveis e que a data limite de inscrição é o dia 18 de Março.

Informações: TEL: 245 413 671; TLM: 934 777 819/961 977 043

Nasce no dia 10 de Abril a nova publicação do universo da Impresa. A conceituada Intelligent Life chega a Portugal com a promessa de uma escrita sofisticada, opiniões provocadoras e fotografias deslumbrantes. Publicada trimestralmente, esta edição portuguesa é fruto do acordo celebrado entre Impresa Publishing e o The Economist Group, que já permite ao Expresso, Exame e Courrier publicarem alguns dos melhores conteúdos da publicação britânica.

"É uma revista com um elevado grau de fidelidade dos seus leitores. Segundo um estudo do The Economist Group, 71% dos leitores fica com ela para o futuro e isto é uma diferença numa altura em que os media são muito efémeros", afirma Henrique Monteiro, director da nova publicação

domingo, 28 de fevereiro de 2010






Sinopse
Rui Ramos, Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Monteiro, professores universitários da nova geração de historiadores apresentam a História de Portugal num só volume, da Idade Média ao século XXI. Numa narrativa clara e rigorosa os autores abordam os nove séculos da nossa história através das suas dimensões política, económica, social e cultural, dando uma visão integrada de cada época e momento histórico, colocando, ao mesmo tempo, a História de Portugal no contexto da História da Europa e do mundo. Com ilustrações a cores, mapas, cronologias e lista de governantes trata-se sem dúvida de uma obra de referência fundamental para compreender o passado e o presente num momento de grandes decisões e escolhas para o futuro de Portugal.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Colóquio: o que fará um Governo de Esquerda Socialista


Hoje estive no Anfiteatro do Liceu Camões, em Lisboa, onde está a decorrer um Colóquio subordinado ao tema: O que fará um Governo de Esquerda Socialista?

Um conjunto de pessoas com reconhecida intervenção especializada em várias áreas nucleares da vida pública, apresentam as suas ideias programáticas, à luz do que seja para cada um deles uma perspectiva de esquerda socialista. Um debate fundamental num momento em que o país enfrenta uma crise económica, social, financeira e política de grandes e talvez inéditas dimensões; em pleno debate orçamental onde se confrontam perspectivas estratégicas e de modelo frontalmente opostas para o futuro de Portugal em todos os domínios.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Edificios de Lisboa em Ruinas


Lisboa está velha e a cair. Lentamente vão caindo pedaços de edifícios por essas ruas da capital,principalmente nos bairros históricos, algumas até ficam obstruídas, com as sucessivas derrocadas que têm vindo a acontecer. Ainda à uns dias era dado um alerta aos moradores de Alfama, para alguns prédios em risco de colapso.
Hoje, a autarquia Lisboeta, dava a conhecer que é proprietária de 4414 edifícios e 145 apresentam grave risco de segurança e mais 36 em mau estado de conservação.
Ao olhar para estes dados confrontamo-nos com a seguinte questão: porque não se obrigam os proprietários de edifícios a executar as obras, afim de assegurar as medidas necessárias para uma boa segurança pública.
Mais uma prova, para que, os investimentos em tempos de crise, sejam canalizados para a recuperação do património degradado das cidades.
Não podemos deixar morrer as cidades urge tomar-se medidas urgentes e eficazes.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Gasolina em Portugal é 20% mais cara que em Espanha

A minha reflexão de hoje vai para este tema: Gasolina de ouro que se vende em Portugal. Será que a nossa gasolina/gasóleo é diferente daquela que se vende noutros paises da União europeia? Cada vez que pego na mangueira para abastecer o meu automóvel penso quanto é que me estão a roubar. E pelos vistos há mais gente a pensar como eu e que não vivem em Portugal !!!e essas pessoas pertencem à Comissão Europeia que acabou de publicar (hoje) no seu Boletim económico a seguinte conclusão:

Em Portugal, o litro da gasolina 95 sem chumbo, custa em média 19% mais que em Espanha!!!
E que somos o 4º país com os preços mais elevados.
A isto o que podemos chamar??? Simplesmente e em bom português: ROUBO!!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Nestes últimos dias Portugal tem sido assolado por condições climatéricas adversas, o caso mais grave aconteceu na Ilha da Madeira, onde as fortes chuvas causaram mais de 4 dezenas de mortos. Mais uma vez a "Mãe" natureza pela sua mão invisível transmite sinais claros para estes humanos que teimam em construir de uma forma desordenada e sem respeito pelos princípios básicos da boa convivência entre todos os seres deste planeta.
O respeito é muito bonito, e a natureza agradece!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Este é o primeiro post de muitos que espero vir a escrever neste blog, e escolho este dia para arrancar com esta tarefa, mas não é por acaso, hoje faço 39 anos!
Aqui vou escrever pequenos textos e colocar algumas fotos, sobre assuntos que fazem correr o dia e a noite, neste mundo...sem tempo...para nada. Por isso tem este blog o nome de TEMPOS DE ESCRITA