
Segundo afirmou Teixeira dos Santos na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, o Governo não vê qualquer razão de fundo para que haja um canal público de televisão, mas a RTP não consta na lista de privatizações porque é necessário que “primeiro se reequilibre financeiramente a empresa, antes de se por essa hipótese de privatização”.
A posição do ministro das Finanças foi avançada após uma pergunta do deputado socialista João Galamba sobre a razão pela qual a REN integra a lista de privatizações e a RTP não.
“Temos aqui um desequilíbrio financeiro significativo que recomenda um trabalho prolongado de saneamento e de reequilíbrio financeiro da empresa antes de, eventualmente, se pôr qualquer cenário dessa natureza”, respondeu Teixeira dos Santos.
No Programa de Estabilidade e Crescimento consta uma lista de 17 empresas públicas a privatizar, operações com as quais o Governo estima encaixar 6 mil milhões de euros até 2013.
A privatização da RTP foi defendida em Fevereiro pelo candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho.
Segundo disse então, a privatização de empresas de comunicação social públicas como a RTP e a Lusa irá avançar caso se torne primeiro-ministro nas próximas legislativas.
“Se for primeiro-ministro, apresentarei uma proposta de retirada do Estado das empresas de comunicação social”, afirmou o candidato à liderança do PSD numa entrevista à Reuters.
“O serviço público pode ser perfeitamente contratualizado entre os operadores privados e não custará seguramente uma média de 400 milhões de euros por ano entre indemnizações compensatórias e taxas de televisão”, acrescentou.

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